Dois dias antes do natal de 2011, Lisboa acordou, envolta num nevoeiro denso. O Tejo escondeu-se atrás daquela humidade condensada não iluminava Lisboa como é habitual. Nesta manhãs raras em Lisboa o som dos cacilheiros é mais intenso. Parecem gritos de alerta na expectativa de não se perderem entre as várias rotas que navegam o Tejo de Lisboa. A cidade não parou. A viagem matinal entre o cais do sodré e cacilhas teve cores diferentes antes de que o novoeiro se dissipasse…
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